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O endereço sugere: SCS e POA. O blog de uma menina-mulher que veio do interior para a capital e aprendeu muito mais que o jornalismo. Após 5 anos de constantes modificações, o blog é hoje um pouco do que eu fui, do que penso que sou e do que quero ser. É um verdadeiro misto de reflexões e sentimentos...

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Quarta-feira, Janeiro 25, 2012


Sobre a velocidade do tempo...

Há alguns dias recebi, no Facebook, comentários de amigos que visitaram o meu álbum e me desejavam felicidades ao ver as fotos do meu casamento. Eu sempre fico emocionada quando recebo demonstrações genuínas e despropositadas de carinho; é sinal de que há no mundo mais pessoas que acreditam e fazem o bem, e isso me conforta.
Fiquei sensível também por dar-me conta de que em março de 2012 comemoraremos o nosso primeiro ano de casamento. Não há nenhuma novidade em dizer que o ano "passou voando". Contudo, 2011 passou ainda mais rápido para nós. Foram muitas decisões e conquistas e passos importantes que foram dados. Mais uma constatação nada nova: quanto mais coisas fazemos, menos sentimos o tempo passar.
Muitas vezes questiono o ritmo de vida que as pessoas estão levando: será que estamos vivendo ou apenas sobrevivendo? Quando não há tempo para nós mesmos, para aquelas coisas que nos dão prazer, nem há tempo para as pessoas a quem amamos, alguma coisa deve estar errada! Estamos todos tão profundamente inseridos nesse ritmo frenético que hoje, muitas vezes, acabamos vendo quem decide levar a vida de modo mais light, os chamados "low profile", quase como pessoas do outro mundo! Em algumas ocasiões, é preciso ter firmeza, convicção e até mesmo coragem para abrir mão do segundo emprego, para abrir mão de um curso que traz mais empecilhos que satisfação, etc.
Como o ano de 2011 foi um ano de firmeza, de convicção, de coragem e de AÇÃO, peguei (ainda mais) gosto pela vida. Reafirmei em mim um propósito: o de ser absolutamente feliz! Como o tempo voa e é preciosíssimo, decidi não desperdiçá-lo em investimentos que gastem energia sem dar um retorno adequado. Lembro agora do discurso de Steve Jobs em uma formatura em Standford (você encontra o vídeo no Youtube). Em certo momento, ele diz que, quando acordava, pela manhã, perguntava-se: "o que eu vou fazer hoje é o que eu realmente gostaria de fazer hoje?"
Quando me perguntam "quais os seus planos para 2012?" eu respondo lembrando dele. Eu quero ser feliz HOJE, AGORA, porque a vida é HOJE, é AGORA!
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...", como diz a canção!


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Quinta-feira, Janeiro 12, 2012


Reflexão de início de ano...

"Não se preocupe, não tenha pressa. O que é seu, encontrará um caminho para chegar até você. Deus não demora, ele capricha!"
Caio F. Abreu


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Quarta-feira, Novembro 16, 2011


Das coisas que me machucam...

"Morreu, em Piracicaba (SP), o rottweiler que foi amarrado ao carro do dono e arrastado por quarteirões na quarta-feira (2). A presidente da ONG Vira-Lata Vira-Vida, Miriam Miranda, afirmou que moradores da região conseguiram parar o carro para avisar o motorista, achando que o animal tinha caído. O homem disse, segundo Miranda, que era o dono e não queria mais o animal."

Eu fico pessoalmente ferida com esse tipo de notícia. Embora eu reconheça a razão daqueles que, a cada agressão a animal, lembram das milhares de crianças abandonadas, que passam fome, que são abusadas e exploradas, não posso deixar de ficar preocupada com a arrogância do ser humano diante de seres tão dóceis e companheiros como os cachorros, por exemplo. O espiritismo tem uma visão interessante deles. Em "A Evolução Anímica", Gabriel Delanne, fala sobre os animais, sua inteligência e evolução. No capítulo II, destaca: "Do homem ao macaco, deste o cão; da ave ao réptil e deste ao peixe; do peixe ao molusco, ao verme, ao mais ínfimo dos colocados nas fronteiras extremas do mundo orgânico com o mundo inanimado, nenhuma passagem é brusca...Nesta hierarquia dos seres, o homem reivindica o primeiro lugar a que tem direito, mas isso não o coloca fora da série, e quer simplesmente dizer que ele é o mais aperfeiçoado dos animais".

Quer dizer: somos diferentes, mas não melhores que as outras espécies animais. Todos tem uma função importante no mundo e contribuem à sua maneira para a manutenção da vida no planeta. Sabemos que, na natureza selvagem, a agressão é parte da sobrevivência. Mas na cidade, com o presente que é a razão, a tão orgulhosa inteligência, é inadmissível que um ser subjugue o outro por crueldade, como o homem faz com o animal.

Quem dera esse fosse o maior dos problemas da humanidade. De qualquer forma, isso me assusta, me apavora, me machuca. Quando isso vai parar???

ANJOS CANINOS

Existem pessoas que não gostam de cães,
Estas, com certeza,
Nunca tiveram em sua vida
Um amigo de quatro patas
Ou, se tiveram,
Nunca olharam dentro daqueles olhos
Para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo
Que vem ao mundo ensinar amor.
Quem mais pode dar amor incondicional,
Amizade sem pedir nada em troca,
Afeição sem esperar retorno,
Proteção sem ganhar nada,

Fidelidade vinte e quatro horas por dia?
Ah, não me venham com essa
De que os pais fazem isso,
Porque os pais são humanos

E quando os agredimos
Eles ficam irritados e se afastam...
Um cão não se afasta
Mesmo quando você o agride,
Ele retorna cabisbaixo
Pedindo desculpas por algo que talvez não fez
Lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas,
Possuem quatro patas, um corpo peludo,
Nariz de bolinha, orelhas de atenção,
Olhar de aflição e carência.
Apesar dessa aparência,
São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)
E se dedicam aos seus humanos tanto quanto
Qualquer anjo costuma dedicar-se.

Às vezes um humano veste a capa de anjo
E sai pelas ruas a catar alguns anjos
abandonados à própria sorte,
E lhes cura as feridas, alimenta, abriga
Só para ter a sensação de haver ajudado um anjo...

Deus, quando nos fez humanos,
Sabia que precisaríamos de guardiões materiais
Que nos tirasse do corpo as aflições dos sentidos
E nos permitissem sobreviver a cada dia
Com quase nada
Além do olhar e da lambida de um cão...

Que bom seria se todos os humanos
Pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!


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Domingo, Outubro 30, 2011


Reconciliar-se

“When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep

Dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes”

Paradise, Coldplay



A vida adulta costuma ser um choque para a maioria das pessoas. Aquelas que sonhavam quando eram crianças, pelo menos. Porque sonhar não é uma prerrogativas de todas elas. Há as que não tem o que comer e as que não tem um local protegido para dormir, como deveria ser. Há ainda (pior de tudo) aquelas que não tem a sua afetividade desenvolvida por carência de amor, por falta de condução de um adulto minimamente bem resolvido emocionalmente, por ausência de uma referência afetiva.

Aquelas que sonhavam quando eram crianças, essas sim recebem um choque de realidade quando crescem – ou são forçadas a crescer, pela vida. Quem um dia enxergou monstros espaciais enquanto vestia uma armadura de super-herói; quem um dia atravessou o mundo voando em um minuto ; quem um dia comeu um banquete feito de pedras de chocolate e bolos de areia; quem um dia teve uma sala de aula de ursinhos de pelúcia; quem um dia percorreu uma aventura sobre cadeiras e sofás teve também dificuldade de aceitar que a vida não é um mar de rosas.

O mundo de repente tornou-se cinza; todos eram inimigos e os perigos se sobressaíram aos portos seguros. Deu vontade de retornar ao útero da mãe; deu vontade de desistir de tudo. Demorou para rever cores e movimentos positivos: é o processo de crescimento, que dói.

Às vezes desconfio que a vida é muito curta. Acredito que quando a gente entende a loucura que é esse mundo cheio de pessoas instáveis, a aventura já está perto do fim, e aí o jeito é usufruir desse conhecimento para relaxar a gozar – coisa que nem todo mundo consegue, afinal as dores físicas já superam as emocionais, e tudo dói.

A vida é um negócio curioso. Misterioso, imprevisível, instável. Talvez por isso tão fascinante pra quem consegue captar algumas pistas do seu propósito e surfar em algumas das tantas ondas que ela atira na gente. O jeito é mesmo relaxar e gozar o quanto antes, do jeito que der, do jeito que você conseguir, apesar de tudo. O jeito é continuar sonhando e acreditando no para-para-paradise que deve existir – nem que seja em uma dimensão paralela que a gente visita, nem que seja nos sonhos.


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Segunda-feira, Outubro 17, 2011


Viajar...



“O ser humano precisa viajar. Pela sua própria conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com os seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor.
E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
O ser humano precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

(Amyr Klink)


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Terça-feira, Outubro 04, 2011


A vida se renova...



O ano foi de muitas novidades e conquistas... Deixei o horário da noite para voltar a trabalhar durante o dia. Voltei a ir ao cinema, a ter vida social, a jantar acompanhada. Em março, casei com o amor da minha vida, e junto com ele fiz uma das coisas mais emocionantes até então: andei de avião. Mais: cruzei fronteiras. Fomos para a Europa realizar um antigo sonho. Ele, Londres. Eu, Paris. Lá, conhecemos brasileiros maravilhosos: Paulo e Maria José, um casal de Curitiba; Tania e Manoel, irmãos de Minas Gerais; Tati e Morelli, que casaram um dia antes da gente e também estavam em honey moon, de Limeira.

Paulo e Maria são casados há muitos anos e tem dois filhos; o Manoel nos contou, há algumas semanas, que vai ser pai do Enrico; agora, Tati e Morelli nos informam que serão pais! Ficamos muito felizes - por eles e por fazer parte dessa história.

É sabido que o ser humano, em situações extremas ou atípicas, como nos reality shows, por exemplo, estabelece relações igualmente atípicas com as pessoas. Indivíduos diferentes e aparentemente sem muito em comum acabam se transformando em amigos de infância. É mais ou menos o que eu acredito que tenha acontecido conosco em Londres, quando desbravamos a cidade, descobrindo o seu funcionamento, os seus meios de transporte, os seus caminhos, as suas maravilhas... juntos.

Eu e meu marido (e companheiro desta e de muitas outras viagens) estamos nos sentindo um pouco tios - do Enrico e do bebê da Tati e do Morelli (que eu acho que vai ser uma menina). Crianças sempre trazem muita alegria para a família. Para nós dois, portanto!

Que Deus abençoe essas crianças!


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Quinta-feira, Setembro 29, 2011


Uma mulher em TPM

É muito difícil, para os homens, compreender uma mulher em TPM. É também difícil para a mulher entender o que se passa com o seu corpo nesse período. É complicado até mesmo descrever a TPM. Só é possível dizer, com propriedade, que ela não é frescura!

"A Síndrome de Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual, podendo ser tão severos que interfiram significativamente na vida da mulher. A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica, psicológica e social." (Fonte: www.abcdasaude.com.br)

Eis a minha tentativa de definição:

Há dias em que parece anoitecer de repente. Tudo é obscuro, difícil e dolorido. Sinto-me a pior das criaturas, ao mesmo tempo em que sou tomada de uma arrogância que faz com que nada me satisfaça. Tudo dói, física e emocionalmente. É estranho, parece que algo me devora por dentro, parece que há outra dentro de mim. Sinto um desespero inexplicável, um medo de não-sei-o-quê, uma sensação de que eu não sirvo dentro de mim. É simplesmente horrível! Dá vontade de chorar e de ficar quietinha, no meu canto, encolhida, esperando a tempestade passar. Tem dias que eu acordo querendo voltar para a cama, que eu levanto querendo deitar, que eu só quero que o dia termine logo. Nesses dias eu queria poder dormir o dia inteiro, mas uma ansiedade incontrolável toma conta de mim, e uma fome desproporcional também. Quero comer doce, muito doce. Às vezes, sinto um desejo enorme de comer algo bem gorduroso, com muito queijo, de preferência. Nesses dias é difícil resistir aos instintos e aos impulsos. É bem possível que eu diga exatamente o que eu estou pensando, mesmo que isso vá magoar alguém. É bem possível que eu vá ter que segurar o choro, ou mesmo correr para o banheiro para desabafar, caso alguém também não esteja no seu melhor dia e seja mais ríspido comigo. É muito possível que eu vá atacar o armário da cozinha: bolachas de chocolate são os meus alvos preferidos. É mais que possível, é certo, que eu vou fazer um drama para tudo, que eu vou superdimensionar tudo, distorcendo algumas coisas, inclusive. De fato, é um dia dramático.

A boa notícia é que esses dias acabam. A notícia ruim é que mês que vem começa tudo de novo. Não é fácil ser mulher!!!


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Domingo, Setembro 04, 2011


Sobre a arte de "con-viver"...

Às vezes é muito difícil conviver. Às vezes me parece que a humanidade ainda está longe da harmonia.

Reconheço que é difícil compreender e aceitar as diferenças, mas às vezes isto parece impossível! Sinto que, em alguns momentos, chegamos em um ponto em que uma parede de concreto barra o nosso avanço. Um puxa para um lado, o outro para o outro lado. Ninguém consegue aceitar um caminho alternativo. Às vezes ele sequer existe!!! A consciência parece um bloco de concreto, uma rocha firme, e aí só o tempo e a paciência são capazes de esperar que pequenas ranhuras consigam quebrar o bloco e permitir a passagem do rio.

Talvez resida aí um dos maiores desafios do homem: saber dar tempo ao tempo...

Hoje é domingo...

Fecho os olhos da alma para poder enxergar mais longe. Desta vez, para trás... Chego a sentir o cheiro do arroz que a vó fazia no fogão a lenha; ouço o crepitar da lenha no fogo; posso até sentir o sabor daquele arroz fofinho e da cuca de framboesa que só ela sabia fazer.
Eram bons tempos, aqueles. Tempos de harmonia. Tempos que ficaram registrados para sempre na minha memória.
Sinto o frio que as paredes antigas da casa nos proporcionavam no verão; o cheiro da bergamota recém descascada; o prazer do sol da manhã na nossa pele; a adrenalina de correr nos campos do potreiro.
Ouço as badaladas do relógio; os passos no soalho velho; o farfalhar das asas de uma galinha em fuga (os cachorros só queriam brincar); os diálogos de um indecifrável (para mim) dialeto alemão.
Por um instante, o tempo parece ter parado. Me vejo, em preto e branco, em meio àquele cenário colorido de um filme que jamais deveria ter acabado.
O amor daquela família - será que ele foi uma ilusão? - nunca poderia ter sido perdido. Mas ele partiu com ela. Ele partiu com a minha querida vó Wally, que nos deixou há dez anos.
Tudo era tão bom... Hoje eu queria poder voltar lá, sentar na grama, comer um bolinho de chuva e olhar as vacas pastando. Uma hora disso e eu acho que poderia respirar tranqüilamente de novo. Uma hora abastecida do que realmente importa, uma hora de verdade e de lembranças que só fazem bem.
Às vezes é preciso olhar para trás para se entender porque se sofre: é porque algo valioso foi perdido no caminho. O bom da vida é que sempre há tempo para recomeçar...


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Sexta-feira, Setembro 02, 2011


devaneios de uma sexta-feira...


Dói.
Sinto minha garganta inchada e o meu corpo cansado.
Dói.
Minha cabeça explode, a gripe tomou conta de mim.
Dói.
Não suporto a inveja, os ataques, a injustiça.
Dói.
Sonho sonhos que tenho medo de não conseguir realizar.
Dói.
Minha casa de pernas para o ar e o meu cabelo bagunçado dizem muito.
Dói.
Conviver não é fácil. Difícil é aceitar.
Dói.
Incerteza; vejo um horizonte infinito de possibilidades. Positivas e negativas.
Dói.
Tudo tem um porquê, mas quase me arrependo de algumas escolhas.
Dói.
Difícil não olhar pra trás quando o que há na frente é completamente indefinido, abstrato e intangível.

Dói nascer. Dói morrer. Dói viver.
É bom nascer. Morrer faz parte. Viver é uma ambígua e intensa aventura, que você supostamente não escolhe.

Hoje é sexta-feira, a semana (pesada) ainda não foi digerida e eu queria uma solução mágica. Tipo ganhar na Mega Sena. Enquanto isso não acontece, tento entender o que a vida me diz, pra tentar viver melhor. Cá estou eu, contando as horas para o momento em que finalmente vou poder dormir, tentando me restabelecer depois de ter os planos do final de semana alterados por uma notícia de última hora. Eu só queria uma semana de folga, uma semana em que a vida me desse um tempo para viver sem tantos transtornos e mudanças e muitas decisões sendo tomadas. Mas ela não pára... Ela não pára...
Enquanto isso, dói. E eu vou tentando remediar e/ou me anestesiar para resistir.

A vida é uma aventura. É um jogo emocionante, o que não significa que tenha regras, tampouco que seja justa.

Não é terra arrasada. Só estou desabafando (afinal, isso é um blog).


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Terça-feira, Julho 26, 2011


Quem tenta, consegue!

Como eu vinha dizendo no último post, quando a gente realmente quer alguma coisa, ela acontece. Eu estava preparada para não encontrar o meu nome no listão, mas ele estava lá:
Marcela Thaís Panke Bitencourt - Tecnologia em Gestão Ambiental
Sou a mais nova aluna do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul!


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Terça-feira, Julho 19, 2011


O Segredo

Dizem que quando a gente realmente quer alguma coisa, ela acontece. Não faltam livros, DVDs e palestrantes reforçando o que dita a famosa Lei da Atração, de “O Segredo”. Acredito nela e também no poder do ser humano de colocá-la em prática. Contudo, penso que é muito difícil libertar-se das amarras dos valores e das verdades adquiridos desde o nosso nascimento, como por exemplo: “eu não posso”, ou “eu não vou conseguir”.

Os caminhos que levam à realização dos nossos objetivos tampouco são fáceis. A humanidade anda tão rapidamente, num ritmo tão frenético e em um meio tão egoísta, que buscar um sonho é uma luta solitária, confusa e cansativa. É preciso muita paciência, muito desejo, muita fé e serenidade. “Entrega pra Deus”, diz a minha mãe.

“O Segredo” diz mais ou menos isso: “peça, acredite, receba”. Ou seja: deseje, acredite na realização e aguarde. A vida tem os seus mistérios, mas é fascinantemente complexa. De um jeito ou de outro a gente atrai aquilo que a gente quer e no que acredita. Então, “vigia e orai”, porque o pensamento é energia, e ele faz toda a diferença na sua realidade.

As manifestações disso são diárias, mas é preciso estar em sintonia para percebê-las. Exemplo é o fato de eu entrevistar, hoje, o porta-voz de “O Segredo” no Brasil e também um filósofo que me perguntou: “quem escreveu a sua história?” Eu respondi: “eu”. E ele me lembrou que a realidade não é bem assim. Há uma carga muito pesada de crenças, valores e intenções sobre mim (pais, avós, família, sociedade). A influencia do meio pode ser determinante se você não sair da caverna.

Ser feliz é fácil, mas é preciso ter coragem para romper a casca do ovo em que a gente vive e nascer de fato. Dói, é verdade. Mas é libertador. A única maneira de realmente ser feliz é romper com algumas coisas. Muitas coisas, na verdade. Cada um precisa olhar pra dentro e descobrir quais os comportamentos que o estão sabotando.

Autoconhecimento é a chave. É o começo. É a grande pista. Boa sorte!


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Sexta-feira, Junho 24, 2011


mais um desabafo...

... porque esse espaço é pra isso mesmo!

Voltando ao meu dilema, "me expor ou não me expor?", decidi recorrer ao meu bom e velho blog, um espaço que não agride nem incomoda ninguém: só lê quem quer, não é?

Então, hoje estou meio "cocô", como dizia uma ex-colega minha. Embora tenha tido uma noite tão agradável entre amigos, hoje não estou me sentindo muito animada. Estou me sentindo estranha, como se estivesse de TPM, mas ela já passou... Estou impaciente, intolerante e querendo sossego e silêncio. Tem algumas vozes que eu gostaria de não ter que ouvir hoje. E estou enjoada. Ando me alimentando muito mal. Alimentando mal o corpo e a alma. Meu estômago é o meu ponto fraco, e ele dá sinais de que é hora de refletir.

A vida é bela, é maravilhosa, mas é um desafio constante que não dá nem um momento de descanso: "orai e vigia", dizem. "O tempo todo", eu completaria. Um momento de relaxamento e as coisas já desandaram. Bela? Sim! Fácil? De jeito nenhum! Mas vamos lá que ela continua... Ninguém pára para que a gente possa se "recuperar"...


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Domingo, Maio 29, 2011


mais um dia...

7h. Domingo. O tempo me lembra Londres. O dia está cinza e frio. Particularmente hoje, agora, está perturbadoramente silencioso. Saio do prédio e não vejo ninguém. Não há sequer um som, nem mesmo o ronco distante de um motor. Não ouço nem mesmo o piar de um pássaro. Parece que ninguém vê algum motivo para sair do lar naquele momento.

Caminho quase 200 metros até a Avenida Getúlio Vargas. Até que enfim vejo uma alma viva. Um senhor inclinado para frente pelo peso da sua mochila – devia estar indo trabalhar, assim como eu. No posto de gasolina que fica na esquina da Rua Botafogo com a Getúlio, ninguém aparente. Somos só eu e o outro trabalhador cruzando a rua. Faz frio e não ouço nenhum barulho.

Atravesso a Getúlio até o ponto de ônibus e finalmente escuto o farfalhar de um par de asas: avisto uma pomba preta que arrulha em direção a uma migalha. Ela se alimenta. Pomba preta não deve ser bom sinal. Pomba preta sozinha? Raro de se ver... Elas não costumam andar em bando?

Espero o ônibus na parada. Quase meia hora depois, pouco muda naquela paisagem cinza e fria. Dois táxis passam pela avenida. O outro trabalhador some, nem vejo para que lado vai. Não consigo aproveitar o tempo para pensar na vida. Permaneço imóvel, cinza e fria como aquele inacreditável começo de manhã de domingo em Porto Alegre.

Subo no ônibus e percebo muitas pessoas entrouxadas, encolhidas e aparentemente inconsoláveis, como eu. Éramos um grupo de trabalhadores do Brasil, que não tem outra opção senão encarar aquele momento desértico e rumar para o trabalho. E torcer para que a pomba preta não seja mais que um detalhe na paisagem...


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Sábado, Maio 28, 2011


Redes sociais

A internet às vezes me assusta (na verdade, a minha inserção nela). Acabei de dar uma revisada nos meus seguidores no twitter: muita gente desconhecida, muita gente boa, muita gente que eu admiro e muita gente que eu não gostaria de decepcionar. Penso: tenho que cuidar com o que escrevo!

Ao mesmo tempo, acredito que as redes sociais estão aí para a gente se expor mesmo – quem não quiser, nem entre. Claro que para tudo tem um limite, e o quanto tu te “dá” é tu mesmo quem define. O problema é que o universo de pessoas que te acessa é muito heterogêneo (vai desde família, amigos a desconhecidos e contatos de trabalho). Eu não sei se quero que toda essa gente veja as fotos do meu casamento ou saiba que ontem eu estava a fim de pedir demissão.

É uma questão delicada... Eu não quero me expor, mas acabo entrando no embalo daquela pessoa querida que me mandou um recado dizendo que queria taaaanto ver as fotos da minha viagem. Aí, libero geral, para depois me arrepender. Expor ou não expor? Eis a questão do momento atual...

O jeito é encontrar o equilíbrio. Confesso que ainda não encontrei o meu!


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Terça-feira, Maio 24, 2011


Eu quero sempre mais

Depois de um bom período de indecisão após o retorno das férias, finalmente decidi os rumos da minha vida, o que me deixa realmente mais calma. Em paz, como eu queria.

Consegui definir na minha cabeça qual era o meu problema: eu quero ser mais do que ser jornalista. Hoje, eu consigo exercer esse papel; os demais – aqueles que sou naturalmente, como filha; que sou por escolha, como esposa; e que eu quero ser, como mãe - ficam sempre em segundo, terceiro, quarto plano. Atuo neles quando dá tempo – e dificilmente dá.

Nesses oito anos que se passaram desde que deixei a minha vidinha em Santa Cruz, o jornalismo me deu muitas coisas – visibilidade, exposição, conhecimento, experiências. Aprendi muito, conheci várias coisas que desconhecia, pessoas interessantíssimas, outras tantas que não valiam a pena, mas que, enfim, era importante conhecer e saber que existem e como agem...

Dei-me conta, feliz ou infelizmente, que perdi mais que ganhei. Pondo na balança, vejo que exercer as funções de duas ou três (às vezes mais) jornalistas, recebendo esse salário triste e trabalhando finais de semana e feriados, me deu muitas alegrias e me trouxe alguns bons amigos, mas não compensou todos os aniversários, casamentos e despedidas que eu perdi; não compensou todos os amigos dos quais eu me afastei, e dos quais sinto imensa saudade, mas não sei quando poderei reencontrá-los; não compensou perder o amadurecimento do meu irmão, que eu ajudei a criar e que hoje é um homem...

Sabe o que dói mais?

É ter que viver só para pagar as contas, é ter que escolher entre viajar para a Europa ou dar uma entrada num carro depois de um ano inteiro aplicando sobre economias tão sofridas, é não ter perspectiva de ter um filho.

É não ter muita margem para conseguir sonhar...

Por isso, em julho farei vestibular novamente: curso superior tecnólgo em gestão do meio ambiente. Vou lutar por uma vida melhor, em outra carreira. Finalmente estou feliz, pois vejo uma luz logo ali!


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