O endereço sugere: SCS e POA. O blog de uma menina-mulher que veio do interior para a capital e aprendeu muito mais que o jornalismo. Após 4 anos de constantes modificações, o blog é hoje um pouco do que eu fui, do que penso que sou e do que quero ser. É um verdadeiro misto de reflexões e sentimentos...
Manual de comportamento para assessorias de imprensa
- Não envie o mesmo release mais de uma vez no mesmo dia; assim, você diminui as suas possibilidade de emplacar uma pauta, pois passa por DESESPERADO ou, pior, por MALA.
- Não telefone para uma redação para confirmar o recebimento de um release nos horários próximos à abertura e ao fechamento de um jornal. JAMAIS faça disso DURANTE o tele ou radiojornal.
- Não telefone para uma redação para confirmar o recebimento de um release enviado na semana passada. É quase 100% certo que ele foi deletado no MESMO dia.
- Quando for telefonar para uma redação para oferecer uma pauta, independente de ter enviado release previamente, SEJA OBJETIVO. Lembre-se do LEAD: "o quê? como? quando? onde? por quê? e, principalmente, QUEM?" Todo o resto que você falar será ignorado, a menos que a pauta interesse de pronto.
- Informe-se pelo menos um pouco sobre a programação do veículo ao qual destina o seu material de divulgação.
- Quando quiser confirmar mailing, de preferência envie solicitação por e-mail. Se fizer questão de telefonar para a redação, seja ágil e objetivo: quando a pessoa lhe informar o seu e-mail, como por exemplo, "marcela@pampa.com.br", não demore para anotar todos os e-mails. Dica: o final deles é sempre o mesmo ("....@empresa.com.br"). Evite ficar repetindo: "aaarrroooobaaaa paaaammmpppaaa... espera, espera um pouquinho! pooonntttoooo cooooommmm, poooonnntttooo bbeeerrrrrreee". Pelo amor de Deus, gente... Isso irrita DEMAIS quem tem milhões de coisas para resolver ao seu redor!
Que bom seria se pelo menos METADE das assessorias de imprensa seguisse essas regrinhas... Ai, ai... Que sonho!
É hora de recuar...
Conversando com um dos cinegrafistas da TV Pampa, senti uma fichinha caindo: de repente tudo me pareceu tão claro... Ele me contava, do alto da sua experiência, muitos dos sacrifícios que fez para sustentar seus filhos: as noites passadas em claro, trabalhando, os finais de semana perdidos, as datas comemorativas passadas dentro de uma televisão, etc.
Senti pena dele naquele momento, mas senti mais pena ainda de mim: 24 anos, sem compromisso com filhos, com casa, com prestações, com um pai absolutamente generoso e prestativo investidor nos meus sonhos. Me questionei: por que trabalho 14 horas por dia e tenho apenas os domingos de folga?! Por que me permito viver cansada e sem energia e concentração suficientes para inventar e criar, como eu gosto?!
Não faz mais sentido...
Eu tomei uma decisão errada, e agora estou trabalhando o meu psicológico para arcar com as conseqüências da minha próxima decisão, que é a de voltar atrás. Sou humana, e não há problema algum em desistir, eu sei. Mas quando todos ao meu redor me dizem que devo continuar, a dúvida é inevitável, por mais que meu coração – e principalmente o meu corpo – me digam que é hora de bater em retirada...
Decisões
Tomei uma decisão que vai mudar a minha vidinha definitivamente de novo: assumi mais um emprego, na Pampa mesmo. Eu já trabalhava na produção da TV das 15h às 22h. A partir de semana que vem, trabalharei também na produção da rádio Caiçara, das 7h às 14h, de segunda a sábado.
Estou, portanto, abdicando de muitas, muitas coisas, valiosíssimas pra mim, das quais jurei jamais abrir mão novamente pelo jornalismo, ou por qualquer outra atividade profissional que fosse. Estou com o coração na mão, com receio de não dar conta, com receio de não suportar, com receio de me arrepender. Felizmente tudo é transitório na vida e sempre temos escolhas, e eu vejo isso como um investimento inevitável, que se encaixa dentro de um planejamento segundo o qual estabeleci metas que pretendo cumprir, ou pelo menos chegar perto de cumpri-las.
Não tenho medo de trabalho, isso não me assusta: especialmente quando envolve rádio. Meu único medo é morrer de saudade. Mas saudade não mata. Tenho medo de perder meu namorado, mas se tiver que ser, não vai ser isso que vai acabar com o que temos.
Não temo mais perder a minha dignidade, que foi o que aconteceu da primeira vez em que fui realmente explorada por um veículo de comunicação. Hoje eu estou de peito aberto, me jogando de verdade: desta vez estou consciente do que me espera e estou disposta a enfrentar. Sei dos meus limites, já os conheço. Se eles forem ultrapassados, não vou titubear: entrego os pontos mesmo.
Acontece que 9 meses de ócio foram demais pra mim, e eu me prometi que isso não vai se repetir. Pra isso, pra evitar que todas as portas em que eu bata se fechem pra mim, estou investindo no meu currículo e em mim mesma, no meu conhecimento, na minha experiência, na minha própria capacidade e na minha segurança.
O preço é alto?! Ô!!! Se é! Mas eu estou pagando pra ver...
Sobre novelas
Não sou fã "número 1" do Juremir, mas gostei da coluna dele publicada hoje no Correio do Povo. Especialmente do último parágrafo:
O bom das novelas é que podem transformar o inverossímil em realidade. O telespectador não quer outra coisa. Quem gosta de verossimilhança é intelectual ressentido. O telespectador só quer delirar. Quanto mais absurdo, melhor. Novela e futebol têm uma única utilidade: servem para não se fazer nada fazendo alguma coisa. O intelectual tende a ver cada situação de uma novela como representando o todo social e passando uma mensagem. Se a vilã escapa, quer dizer que os maus se dão bem. O telespectador crê que aquela é uma história particular capaz ou não de representar o todo social.
Meu dia
26 de maio: As mulheres nascidas neste dia representam o ponto de vista do bem comum. Têm um forte desejo de liberdade, para agir à sua própria maneira e de forma extravagante, contrariando os conceitos da sua família ou do seu grupo social. Embora possam ter dificuldade em expressar suas emoções, têm um coração afetuoso.
O meu aniversário foi muito diferente dos últimos 23. Não foi frio, mas foi mais solitário do que eu quis. Entretanto, pude comemorar muito bem no final de semana, com a mãe e depois com o pai (e claro, com meus irmãos).
O legal de fazer aniversário são as manifestações inesperadas de afeto, isso foi muito bacana. Também foi muito bom passar mais um aniversário trabalhando, e desta vez com a carteira assinada. Foi um pouco triste não receber alguns abraços que eu contava como certos, mas isso acontece com todo mundo, principalmente comigo que, além de extremamente esquecida tenho, como diz o texto acima, dificuldade em expressar minhas emoções.
Agora tenho 24 anos, algumas histórias para contar, absolutamente nenhuma mágoa da vida ou de qualquer pessoa que seja. Fechei todos os capítulos anteriores, virei as páginas pendentes e estou hoje completamente aberta para a vida, que me chama como uma amiga que buzina no carro em frente à minha casa, dizendo: “pega logo a tua mochila e vamos pra estrada!”
Que venham os próximos 24, e os próximos, e os próximos, porque eu quero muito SER FELIZ!
Parabéns pra mim! Hoje estou orgulhosa!!!
Dormindo tarde novamente
Uma hora da manhã e ainda estou agitada. Já passeei por blogs, por perfis amigos no Orkut, por sites de notícias... Finalmente as pálpebras começaram a pesar, me deixando com aquela impressão gostosa de que a noite vai ser muito bem dormida.
Minha irmã me pergunta, vez em quando: "que tanto tu escreve?" E eu desconverso, invento uma desculpa qualquer. "Não sei, cada dia é uma coisa. Estou sempre a inventar alguma história".
Coisa boa escrever... Esse tem sido uma das melhores coisas de trabalhar até às 22h: eu sempre produzi mais e melhor à noite. Agora então...
Toda essa agitação se deve ao trabalho, que "dignifica o homem", que tem dado mais sentido à minha vida, que tem me devolvido com mais intensidade e rapidez a paixão pelo jornalismo, que eu tinha deixado adormecer e que eu resgatava aos poucos, muito aos poucos...
Novidades...
Tenho pensado e sentido tantas coisas nos últimos dias... Muitas não posso confessar aqui e agora. Quem sabe um dia essas coisas constem na minha biografia. Tá, uma delas é que eu estou sentindo muita saudade dos meus tempos de rádio. Não que a minha situação hoje seja ruim, ou pior... É apenas diferente. Mas que o rádio é o mais emocionante dos meios, isso é. Tenho esperança de que um dia ele me chame de volta!
Pois hoje mudei de meio. Continuo perseguindo os eletrônicos, minha paixão desde sempre. Nunca caí de amores pelo jornalismo impresso. Por outro lado, mandei currículos para tudo o que fosse possível, mas foi nos eletrônicos que encontrei as portas abertas.
Finalmente consegui o que eu tanto queria: estou trabalhando! Não sou contratada como jornalista, mas estou muito feliz! Sou produtora do jornalismo da TV Pampa! Trabalho das 15h às 22h, de segunda à sexta. E alguns sábados também.
Bom, por enquanto era isso!
Estou feliz!!!
Tópicos
Eu me irrito quando alguém me manda algum e-mail, daqueles prontos, com mensagens que fazem refletir, etc, e que dão nos seus próprios dedos. É como se a pessoa me dissesse: por favor, diz pra mim que eu estou agindo errado? Já é desagradável a gente ter que dizer, pra alguém que a gente gosta, aquilo que a pessoa NÃO quer ouvir. Pior é ela PEDIR pra ouvir, mesmo sabendo que NÃO VAI GOSTAR. Vai entender...
É inevitável: com o tempo a gente vai se domando, controlando, atenuando o nosso comportamento e abafando certas convicções. Em alguns pontos a gente se entrega mesmo. Isso se aplica a mim quando penso na realidade do mercado para o jornalista. Se eu parar para pensar, é MUITO injusto. Foi duro ouvir a minha irmã me aconselhando, e eu tendo que concordar, que se eu quiser trabalhar VOU TER QUE me conformar com isso. O jeito é entrar na dança. Eu preciso começar de uma vez por todas. Quando eu tiver uma idéia mirabolante, apresento para alguém que queira me financiar. Que tal?!
O lado bom, realmente bom, o mais valioso, de estar desempregada e absolutamente desocupada, justamente pela falta de receita e pelo excesso de despesas ( ! ), é poder dormir uma manhã inteira nesse frio. Lembro agora daquele comercial: “não tem preço!”. Moral da história: temos que valorizar o que temos, e não o que nos falta!
Se quiser saber como estou: muito bem, obrigada! Sigo a sugestão de uma certa ministra: “relaxa e goza!”. Estou aprendendo a curtir cada minuto do meu ócio, e está sendo tããããooo bom! Acho que vou sentir muita falta disso quando voltar a ser escrava!!!
Mais uma lembrança me ocorre agora: um gibi do Zé Carioca (eu amo gibis, até hoje). No dia dos pais, os sobrinhos do Zé precisavam levar seu pai ou representante legal (no caso, ele) à escola para falar sobre a sua profissão. Adivinha qual é a profissão do Zé Carioca?! Perito em assuntos de lazer e relaxamento! É o que eu estou me tornando!!!
Ronaldo e o preconceito
(coluna do Juremir hoje no Correio do Povo)
O jogador Ronaldo, o Fenômeno, levou três travestis para um motel: qual o problema? Por que ele precisa se envergonhar disso? Por que tem de pedir desculpas aos fãs? Por que não pode dar tratos à bola da sua libido numa boa e sem constrangimentos? É crime ir para a cama com três travestis? Por que isso arranha a sua imagem a ponto de a Nike pensar em rescindir um contrato vitalício com ele? O sujeito não praticou pedofilia nem estupro. Se tivesse levado três top models, dessas magronas que vendem qualquer badulaque só de calcinha, causaria a minha rejeição e teria de pedir desculpas à sociedade? O caso Ronaldo é sintomático: revela o velho preconceito com novas máscaras. Depois do acontecido, Ronaldo teve de se explicar para o mundo inteiro e pagar o mico de uma contrição compulsória. Ele se prestou ao jogo. Malandro!
O moralismo encontra formas curiosas para voltar à cena. O último baluarte da moralidade absoluta deve ser o esporte. Volta e meia, porém, o mundo treme com algumas revelações estonteantes: homossexualismo entre jogadores de um clube, festas até o amanhecer, mulheres na concentração, escapadas de atletas exemplares ao mundo do sexo e outras notícias igualmente sensacionais. A frase mais ouvida nos últimos dias foi: Ronaldo poderia ir para o motel mais luxuoso do mundo com três deusas e foi para um motel vagabundo com três travecas? Que será que deu nele? A resposta é desconcertante, estupenda, simples e cartesiana: vontade. Eu conheço muita gente que já teve vontade de fazer isso e até algo mais. O único deslize real de Ronaldo teria sido pedir para cheirar alguma coisa. Aí já entra no terreno da ilegalidade. O resto é pura conversa fiada machista e moralismo travestido.
O problema mesmo, porém, é outro: deu barraco. A lei máxima da sociedade do espetáculo é clara e irrefutável: tudo pode ser, menos barraco. Parece que um dos travestis do Ronaldo já vai escrever a sua autobiografia precoce e definitiva, embora passageira. Faz bem. Dificilmente terá outros cinco minutos de glória tão emocionantes ao lado de uma estrela internacional. Título possível da obra: 'A Melhor Defesa É o Ataque com Ronaldo'. Sugiro que alguma empresa de telefone celular contrate esse travesti, assim como fez com a penetra do casamento do Ronaldo num castelo francês, para divulgar os seus serviços. Chega de preconceito. Cada um deve ter direito de ir para um motel com três ou quatro travestis se o esquema for do seu agrado.
Até agora, só New York Times defendeu Ronaldo. É a vingança norte-americana contra aqueles que acusam os Estados Unidos de puritanismo. No Rio Grande do Sul, já tivemos a poltrona 36. Na Inglaterra, Beckham e os seu amigos já entraram em campo vestindo as calcinhas das esposas. Por que Ronaldo não poderia se recuperar de uma lesão enfadonha matando o tempo com travestis num motel simples e barato? Um milionário como ele pode se dar ao luxo de prazeres econômicos e, quem sabe, autênticos. A minha admiração por Ronaldo – que conheci na Holanda, quando um treinador do PSV me pediu para servir de intérprete num sermão ao craque iniciante, aconselhando-o a treinar mais e transar menos – só aumentou com esse caso insólito. Ronaldo pode não ser machão, mas é homem.
Um dia frio...
... um bom lugar pra ler um livro... Djavan...
Está frio... Está frio aqui dentro...
Curioso... Ultimamente quase não tenho feito força para me manter bem, e hoje, de repente, esse vazio me pega de jeito...
Um vento frio rodopia no meu peito, querendo congelar tudo por dentro. Eu resisto, mas não de todo...
Alguma coisa aqui parece estar cedendo...
Um vazio... Um vazio perturbador no meu peito. Me faz fugir contra o tempo, pra evitar que eu mesma me entregue. Mas já sinto aquela dormência familiar nos meus braços, o peso das pálpebras... Parte de mim já se entregou...
O vazio, o frio, combinados, me deixam ainda mais cansada...
Está frio... Está esfriando... E eu não posso deixar... Mas estou com sono... Só uma sonequinha, vai?!
Alguém me chama daqui a pouco?
... zzzzzz ...
Eu podia ter feito um café. Mas tenho feito os cafés dos outros e agora estou cansada. Portanto, me permiti dormir.
***
PS – Está tudo bem, isso é só um texto!
CAMPEÃO GAÚCHO 2008
Rasgamos a touca. Bem rasgada. Oito vezes.
Que alegria indescritível!
Que venha agora a Copa do Brasil!
Saudações coloradas!!!
Arejando...
Nada como uma programação incomum para arejar a cabeça. Às vezes sair da rotina ajuda a gente a enxergar melhor justamente essa nossa rotina. A partir daí é possível começar a reorganizá-la. Nada como uma faxina mental, uma profunda análise interior.
Eu andava sentindo necessidade disso: estava a deriva. Independente do lado para o qual eu olhasse, só via o horizonte azul. E láááá no fundo o sol, sempre se pondo. Às vezes, acompanhado de algumas, ou muitas, nuvens.
Fui mais cedo para Santa Cruz. Eu tenho dessas: busco o colo da mãe e do pai nesses momentos. Sagrado remédio. Passei tão bem a tarde de sexta naquela casa tão cheia de lembranças... tão firme na sua função de porto seguro...
. espiritual
No sábado, aceitei meio sem pensar o convite da mãe para ir à festa de São Jorge, promovida por um centro de umbanda. Mais por curiosidade que por qualquer outro motivo, embarquei nessa: eu não tinha pra onde ir mesmo, nem o que fazer. Por que não?! No início foi muito interessante. Aos poucos, foi despertando a minha desconfiança. Depois, o meu horror.
Uma sala pequena, branca, com um altar ao fundo. Umas vinte pessoas de branco formavam um círculo. Os não-praticantes, os iniciantes e os curiosos, como eu e a mãe, ao redor deles. Cantavam, embalados pelos batuques produzidos por três rapazes. Charutos, cachaça e cerveja entraram na roda, e logo começaram as incorporações. Foi horrível! As pessoas gemiam, assobiavam, rosnavam, todas com as pálpebras semi-cerradas e expressões de raiva.
Foi horrível e assustador, e acabou sem sentido algum. Achei que alguém ia explicar o que tinha acontecido, mas fiquei no vácuo. Ou melhor, na fumaça horrível dos charutos, após duas horas de rituais repetitivos e incompreensíveis. Pelo menos para mim. Mesmo assim, gostei. Foi uma experiência diferente.
. bucólico
O domingo foi muito mais tranqüilo e alegre. Fomos visitar minha tia e meu primo, que hoje vivem no interior de Santa Cruz, na casa onde viveram meus bisavós. Mais uma casa que transpira história. Pedras pesadas, grandes, frias, cercadas de um verde imenso e apaziguador. É tão bom respirar beeeem fundo quando se está lá. O ar é mais puro sim, mais leve. Juro!
Comi bergamotas direto do pé. Têm outro sabor. Muito, muito melhor. Colhi moranga, laranjas, limões. Vi porcos, galinhas, vacas e tucanos (cinco tucanos que vieram comer caqui bem pertinho da gente), mas cachorros e muitos gatos também. Experimentei acerola! É muito bom! Comi também churrasco de galinha criada lá. É mais escura e o gosto é bem diferente. Tudo bem bom!
. recomeço
Não acredito que existam fórmulas universais para a felicidade, nem gosto de ser categórica quando se fala disso, ou de qualquer outra coisa. Mas não posso negar que sair da rotina me fez muito bem sim, e eu recomendo!
Manchetes das últimas semanas
(Nem sei o que comentar... É preocupante...)
Estoque mundial de arroz caiu pela metade de 2000 a 2007
Países produtores suspendem exportações de arroz
Grupos varejistas americanos começam a retirar arroz das prateleiras
Restrições de venda de arroz estendem-se a alguns supermercados
Crise alimentar impõe restições na venda e negociação do arroz
Segundo os dados avançados pela agência alimentar das Nações Unidas, o índice de preços dos alimentos registava em Março passado uma subida de 57 por cento, tendo em conta os valores de Março de 2007. A subida mais acentuada foi precisamente a do arroz, cujo preço aumentou 75 por cento nos mercados mundiais em apenas dois meses. O preço do trigo subiu 120 por cento em um ano.
No início da semana, o Programa Alimentar das Nações Unidas lançou um severo alerta para a escalada nos preços dos produtos alimentares, estimando que a manter-se a atual conjuntura vai tornar-se ainda mais difícil a vida de pelo menos 100 milhões de pessoas em África. As Nações Unidas falam já de um "tsunami silencioso", fazendo a comparação com o tsunami que há quatro anos fez 220 mil mortos nas costas do Índico.
"Trata-se do novo rosto da fome. Milhões de pessoas que há seis meses não estavam numa situação de necessidade urgente fazem hoje parte desse grupo", sublinhou Josette Sheeram, directora do PAM, ao lançar um apelo dramático à comunidade internacional, durante um encontro organizado em Londres pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown.
Fonte: RTP (Rádio e Televisão de Portugal)
Jornalista extra-oficialmente
Hoje é dia 22 de abril de 2008. Passaram já 60 dias da colação de grau, prazo estipulado pelo Decordi para a entrega do diploma. Ligo para lá. “Vai demorar mais uns 15 dias”. A minha vontade?! Mandá-los para “aquele lugar”.
Às vezes penso que já me entreguei totalmente. Sequer questionei o motivo da demora.
Quando liguei, há pouco, estava preparada. Minha surpresa seria se me respondessem “sim, claro, o teu diploma já está pronto”.
Ainda não tenho o registro profissional, portanto. Ele também deve demorar pelo menos mais um mês depois do encaminhamento. Serei oficialmente jornalista somente no final do semestre, provavelmente. Poderia pelo menos ter cursado mais algumas disciplinas na UFRGS, então. É foda.
***
Não sou daqueles adeptos da alimentação pela luz solar. Muito pelo contrário. Acontece que a luz solar parece ser um combustível, ou ao menos algo que me impulsiona para o bem-estar e para a disposição.
O tempo nublado e meio chuvoso tira toda a minha vontade de sair de casa e me inclina totalmente para a tristeza. Parece que preciso de um guindaste para levantar o meu astral.
***
Apesar de tudo isso, já passei da fase do desespero pelo emprego. Graças a Deus tenho um pai amoroso e companheiro, que sempre, sempre apoiou as minhas decisões e esteve ao meu lado, mesmo contrariado, nessa história de ser jornalista.
Acho que só o amor incondicional de pai explica isso.
Meu currículo foi muito bem distribuído e já participei de algumas seleções e até do concurso do INSS. Semana que vem me inscrevo para o da Petrobrás.
Sonhos?! Não morreram, mas estão guardados em algum lugar, em segundo plano. Se isso me dói?! Não. As coisas parecem estar cada vez mais se acalmando em mim. A serenidade me faz muito bem, aprendi há pouco.
Primeiro quero conseguir pagar minhas contas. O resto eu busco depois.
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Dias melhores virão, temos que acreditar nisso. Quem sabe quando o sol voltar...